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Troca de casa no inverno: 5 viagens na época sem concorrência

A troca de casa no inverno é a época em que quase ninguém pensa, e é precisamente por isso que funciona. De novembro a março os pedidos caem, as melhores casas ficam livres e as negociações fecham-se em dias em vez de semanas.

Porque o inverno é a época sem concorrência

A procura concentra-se em seis semanas de julho e agosto. Fora dessa janela, a mesma casa que no verão recebe vinte pedidos recebe dois. Quem pode viajar no inverno escolhe em vez de competir.

Cinco viagens que funcionam

  • As cidades de arte portuguesas e europeias, vazias e finalmente habitáveis.
  • A serra, onde quem tem casa em altitude tem a maior procura do ano.
  • As ilhas do sul, silenciosas e com clima ameno.
  • As capitais do norte na época dos mercados de Natal.
  • Uma semana longa em cima de um feriado, para quem tem poucos dias.

O que muda face ao verão

O aquecimento é a única rubrica que deve ser combinada explicitamente, porque é o único consumo que pode tornar-se significativo. Vai nas regras da casa com os outros sete pontos.

Quem tem casa na serra

É o período em que vale mais: trocar a segunda casa.

Para quem não tem calendário escolar

É aqui que a vantagem é maior: troca de casa para reformados e trabalhar à distância no estrangeiro.

As cinco formas de uma troca de casa no inverno

O inverno não é a estação morta da troca, é aquela com menos concorrência. Cinco fórmulas funcionam particularmente bem: a semana de neve num apartamento perto das pistas, a cidade histórica sem filas, a fuga ao sol para a Madeira, as Canárias ou a Andaluzia, a passagem de ano numa capital europeia, e a estadia longa de quem trabalha à distância e procura simplesmente dias mais suaves.

Em todos estes casos as respostas chegam em poucos dias, porque a procura é baixa e as casas livres são muitas. Quem tem datas flexíveis encontra no inverno aquilo que em julho exige quatro meses de procura.

Preparar a casa para a estação fria

Receber no inverno exige alguns cuidados que no verão não são precisos.

  • Manutenção da caldeira em dia, com o comprovativo acessível.
  • Instruções escritas para o termóstato e as válvulas, que ninguém adivinha à primeira.
  • Cobertores extra num armário assinalado.
  • Indicações sobre risco de congelamento das canalizações e sobre como fechar a água.
  • Se houver neve: pá, correntes ou pneus de inverno, e as regras locais sobre a sua obrigatoriedade.
  • Um contacto local disponível, porque no inverno uma avaria é mais urgente.

Deslocar-se com tempo incerto

A margem é tudo. No inverno um voo cancelado ou uma estrada cortada podem mudar o dia de chegada, por isso convém programar a viagem com um dia de folga e combinar antecipadamente o que acontece se chegar tarde: onde estão as chaves, quem tem o número do vizinho.

Antes de partir para um destino de montanha ou de costa exposta, vale a pena consultar os avisos meteorológicos publicados pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera, que assinala por distrito as situações críticas.

A vantagem escondida da época baixa

Há uma razão prática pela qual uma troca de casa no inverno se consegue mais facilmente: as famílias que não conseguiram encaixar datas no verão voltam a tentar fora de época, e a taxa de resposta em janeiro ou novembro é sensivelmente mais alta do que em junho.

É também o momento certo para construir as primeiras avaliações. Duas trocas curtas no inverno dão ao perfil a credibilidade necessária para conseguir, no verão seguinte, o destino que realmente interessa.

O passo seguinte

O guia de partida é como funciona a troca de casa; para um só fim de semana, escapadinha de fim de semana.

One thought on “Troca de casa no inverno: 5 viagens na época sem concorrência

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