Os destinos baratos não são aqueles em que se gasta pouco por dia: são aqueles em que a conta final fecha. Pesam três fatores: o custo de lá chegar, o custo de vida no local e a disponibilidade de alojamento. Eis dez destinos que resistem aos três.
1. Portugal fora de Lisboa
Custo de vida baixo, distâncias curtas, e muitas casas em zonas ainda não saturadas.
2. A Grécia continental
Mais barata do que as ilhas mais conhecidas, alcançável sem ferry, com costas igualmente boas.
3. O interior de Espanha
As cidades de província têm preços baixos, bons comboios e uma densidade de história surpreendente.
4. A Puglia e a Basilicata
Alcançáveis de carro ou comboio, com casas amplas e um dos custos de vida mais baixos da Europa ocidental.
5. República Checa e Eslováquia
Fora das capitais, os preços caem muito e as ligações continuam boas.
6. Polónia
Cidades de arte muito bem conservadas, custo de vida baixo, voos frequentes.
7. Eslovénia e o interior da Croácia
Montanha, lagos e aldeias, a poucas horas do norte de Itália.
8. Bretanha e Normandia
Não são baratas em absoluto, mas têm casas grandes e uma estação longa que permite ir fora de agosto: destinos frescos.
9. As capitais do norte fora de época
Caras no verão, acessíveis de outubro a março, e é quando as trocas se fecham com facilidade: troca de casa no inverno.
10. A serra no verão
O destino mais subestimado: fresco, pouco procurado em agosto e cheio de segundas casas disponíveis.
O fator que conta mais do que o destino
Em qualquer destes destinos, a rubrica que decide a conta continua a ser o alojamento. Retirá-la muda a ordem de grandeza: os números e como funciona a troca de casa.
O que torna um destino realmente barato
O preço do voo diz pouco. Os destinos baratos a sério são aqueles em que custa pouco tudo o resto: comer, deslocar-se, entrar nos museus, comprar no mercado. Um voo com desconto para uma capital caríssima produz umas férias caras; uma viagem de comboio para uma região com preços baixos produz o contrário.
O segundo critério é a época. O mesmo destino pode custar metade em maio face a agosto, e essa diferença ultrapassa quase sempre a poupança obtida escolhendo um país mais barato no mês errado.
Dez destinos convenientes na Europa e arredores
Continuam interessantes ano após ano, sobretudo fora de época.
- O interior de Portugal: Beiras, Alentejo, Trás-os-Montes.
- Andaluzia e Estremadura espanhola na primavera e no outono.
- Puglia, Calábria e o interior da Sicília em junho ou setembro.
- Grécia continental e Epiro, bem mais baratos do que as ilhas famosas.
- Albânia e Montenegro, com costas ainda acessíveis.
- Polónia, em particular Cracóvia e a região dos lagos da Masúria.
- Roménia e Transilvânia, com custos baixos e natureza excecional.
- Hungria fora de Budapeste, ao longo do lago Balaton.
- Bulgária, montanha no inverno e Mar Negro no verão.
- As regiões interiores de França: Auvergne, Limousin, Ardèche.
Não se deixar enganar pelo preço de partida
Antes de reservar, calcule três valores no destino: o custo de um jantar simples para a família, o preço de um bilhete urbano e o das compras para uma semana. São estes números que determinam o orçamento real, muito mais do que a tarifa aérea.
Acrescente a distância entre o aeroporto e o destino final, que nalguns sítios «low cost» adiciona duas horas e um aluguer de carro. Muitos destinos baratos na aparência deixam de o ser assim que se contam estas deslocações.
Portugal, que quase ninguém conta
Fora das cidades mais visitadas, Portugal oferece alguns dos melhores destinos baratos da Europa: aldeias serranas, a costa alentejana fora da época alta, o Douro no outono, as albufeiras do interior. O portal oficial Visit Portugal é um bom ponto de partida para os encontrar.
E com uma troca de casa a rubrica do alojamento sai completamente da conta: nessa altura o destino mais barato passa a ser simplesmente aquele que se alcança com a viagem mais curta.
O passo seguinte
As outras alavancas estão em viajar com pouco orçamento.

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