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Troca de casa em Londres: 5 chaves para a conseguir

A troca de casa em Londres é das formas mais eficazes de tornar possível uma viagem que de outro modo fica fora do orçamento: o alojamento londrino é a despesa que desencoraja a maioria das famílias. Eis cinco chaves para a conseguir mesmo.

1. Olhar para as zonas 2 e 3, não para o centro

O centro tem pouquíssimas casas habitadas e muitíssimos pedidos. As casas verdadeiras estão nos bairros residenciais servidos pelo metro: de lá o centro fica a vinte minutos, e a disponibilidade é outra.

2. Verificar a estação, não a distância

Em Londres a distância em quilómetros não diz nada: conta que linha passa e se é fiável. Pergunte sempre o nome da estação mais próxima e o tempo real a pé.

3. Evitar julho e agosto

São os meses de maior concorrência e com tempo menos fiável do que se julga. Maio, setembro e a estação fria funcionam melhor em todos os sentidos: troca de casa no inverno.

4. Oferecer o que interessa a quem vive em Londres

Quem vive em Londres procura sol, mar, espaço, silêncio. Uma casa portuguesa numa zona nem sequer famosa é exatamente o que falta a quem vive numa metrópole: escreva-o no anúncio, como em anúncio de troca de casa.

5. Aproveitar a cidade gratuita

Os grandes museus nacionais britânicos têm entrada livre, os parques são enormes e os bairros percorrem-se a pé. Com o alojamento a custo zero, Londres torna-se uma das capitais mais baratas de visitar.

Em que zona procurar

Londres é enorme e o critério certo não é a proximidade ao centro mas a linha de metro. Uma casa a vinte e cinco minutos de Tube de uma estação central, numa zona 2 ou 3, oferece espaço, bairro com vida e custos de transporte razoáveis: é exatamente o perfil de casa que mais se encontra numa troca de casa em Londres.

Zonas como Greenwich, Walthamstow, Clapham, Ealing ou Crouch End têm casas de família a sério, jardins, escolas e mercados. É o oposto do apartamento turístico no Soho, e para duas semanas com crianças é incomparavelmente melhor.

Deslocar-se e pagar

Alguns pormenores práticos evitam despesas inúteis logo no primeiro dia.

  • Cartão contactless ou telemóvel diretamente nas cancelas: não é preciso comprar Oyster.
  • Limite diário e semanal aplicado automaticamente no mesmo cartão.
  • Autocarros muito mais baratos do que o metro, e úteis para ver a cidade.
  • Crianças com menos de onze anos viajam gratuitamente na rede urbana, acompanhadas.
  • Atenção à zona de emissões ULEZ se chegar de carro: paga-se por dia.

A Londres que não se paga

É a grande vantagem deste destino: os museus nacionais — British Museum, National Gallery, Tate Modern, Natural History Museum, Science Museum, V&A — têm entrada gratuita na coleção permanente. Com uma casa a custo zero e os museus gratuitos, o orçamento de uma troca de casa em Londres reduz-se aos transportes e às compras.

Junte os parques reais, os mercados de Borough e Columbia Road, o passeio na South Bank e os canais de Little Venice: passa-se uma semana sem pagar um único bilhete de entrada.

Documentos e época do ano

Depois do Brexit o Reino Unido deixou de pertencer ao espaço de livre circulação: é preciso passaporte, o cartão de cidadão já não basta, e foram introduzidas autorizações eletrónicas de entrada. As condições atualizadas estão no Portal das Comunidades Portuguesas e devem ser verificadas antes de reservar.

Quanto ao período, maio e setembro são os melhores meses: dias longos, chuva moderada e muito mais casas disponíveis do que em agosto.

O passo seguinte

As diferenças de uma viagem ao estrangeiro estão em troca de casa internacional, e o guia de partida em como funciona a troca de casa.

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