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Troca de casa com crianças: 5 chaves para não falhar

A troca de casa com crianças é o caso em que a diferença face ao hotel é mais evidente. Não é uma questão de conforto: é que uma casa tem cozinha, máquina de lavar, espaço para brincar e um vizinho que sabe onde fica o pediatra. Eis as cinco coisas a resolver antes.

1. Procurar casas já habitadas por famílias

Uma casa com crianças já tem cadeira de refeição, cama de grades, brinquedos, tomadas protegidas. O filtro mais útil não é o número de quartos: é a presença de outra família.

2. Indicar as idades, não só o número

Um bebé e um adolescente têm necessidades opostas. Escrever as idades permite à outra família dizer logo se a casa serve.

3. Proteger antes de partir

Cancela nas escadas, tomadas, detergentes em cima, janelas. São as mesmas coisas que fez em sua casa quando os seus eram pequenos, refeitas a pensar em quem chega.

4. Deixar os brinquedos acessíveis

Um armário de brinquedos aberto é o que as crianças recordam de umas férias. Custa zero e muda o tom da estadia toda.

5. Escrever as informações úteis do bairro

O parque, a piscina, a farmácia, o pediatra de urgência, o supermercado aberto ao domingo. É informação que um hotel não dá e de que um pai precisa no primeiro dia.

O que não é preciso levar

Com uma casa equipada parte-se com metade da mala: sem esterilizador, sem carrinho de porão se já houver um no local, com metade da roupa porque há máquina de lavar. O detalhe para os mais pequenos está em viajar com bebé.

O orçamento familiar

Com quatro pessoas o alojamento é a rubrica que torna as férias impossíveis. Retirá-la torna-as possíveis: os números e férias baratas em família.

Escolher a casa certa para uma troca de casa com crianças

As fotografias dizem pouco sobre o que conta com filhos pequenos. As perguntas úteis são outras: em que andar fica e há elevador, a rua tem muito trânsito, a que distância está o primeiro parque, existe pátio ou varanda em segurança. Uma troca de casa com crianças avalia-se pelo bairro pelo menos tanto como pela casa.

Pergunte também pelo equipamento, porque é aí que está a verdadeira diferença económica: cama de grades, cadeira de papa, cadeirinha de automóvel, carrinho e barreiras de escada são volumosos de transportar e caros de alugar. Muitas famílias disponibilizam-nos de boa vontade e esperam o mesmo em troca.

Tornar a sua casa segura

Se receber uma família com crianças pequenas, meia hora de verificação chega.

  • Produtos de limpeza e medicamentos num móvel alto ou fechado à chave.
  • Barreira nas escadas e bloqueio nas janelas dos andares altos.
  • Proteções nas tomadas ao alcance e cabos recolhidos atrás dos móveis.
  • Móveis altos e televisores fixados à parede.
  • Objetos frágeis ou de estimação arrumados em cima durante duas semanas.

Documentos e viagem com menores

O pormenor que estraga mais partidas é o documento da criança. Também os menores precisam de documento de identificação próprio para viajar, e em alguns casos de autorização quando não viajam com ambos os progenitores.

Os requisitos por país e os prazos de emissão estão reunidos no Portal das Comunidades Portuguesas e devem ser verificados com pelo menos dois meses de antecedência.

O ritmo no destino

A lógica de uma troca de casa com crianças é a do ritmo: uma única atividade importante por dia, as compras ao início da tarde, os jantares em casa. É exatamente o que um hotel não permite, e é a razão pela qual tantas famílias não voltam atrás depois da primeira vez.

O ganho extra está nas próprias crianças: um parque no bairro, outros miúdos no pátio, uma padaria onde se vai todas as manhãs. Duas semanas no mesmo sítio deixam-lhes mais memória do que dez dias com cinco etapas.

O passo seguinte

O guia geral é como funciona a troca de casa; as regras a combinar em regras da casa na troca.

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